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sexta-feira, 8 de abril de 2011

O ETANOL É VENENO QUÍMICO!

Venho observando e refletindo muito sobre o tema do alcoolismo. Fico extremamente preocupada quando vejo os comerciais na TV tratando a bebida alcoólica como objeto de prazer, satisfação, bem estar e até status. Lembro que, há um tempo não muito distante, assistia aos anúncios de cigarro (hoje é inadmíssivel tal sugestão), que era tratado da mesma maneira: relacionado ao prazer, à satisfação pessoal, ao status, à liberdade, ao sucesso etc.


Parece que nós precisamos de muito tempo, regado ao tempero do sofrimento, para então tomarmos algumas atitudes no enfrentamento a situações que geram dor e violência.


Não consigo ver outra maneira que não seja a nossa clássica “EDUCAÇÃO”. Como a própria palavra expõe: “educar as nossas ações”, através da informação, da conscientização, da observação e, é claro, das atitudes. De nada adianta ficarmos sentados olhando tudo como expectadores. Após a tomada de consciência é preciso agir, cada um da sua maneira.


É importante buscar maneiras de informar o maior número possível de pessoas. Obviamente ninguém vai exterminar o hábito do consumo de bebibas alcoólicas, nenhuma atitude de radicalismo é saudável, mas acredito no poder da consciência humana. Quanto mais pessoas conscientes tivermos, certamente nosso mundo será melhor. Sei que a maior parte da população jovem, não “tá nem aí...”, até porque faz parte do amadurecimento passar por diversas situações de aprendizado, mas se o mundo adulto puder contribuir com atitudes e pensamentos melhores, eles também poderão ter mais consciência do grande risco que está implícito numa noitada regada ao “cervejão”.


Os comerciais de cerveja, que agora vem com o jargão “beba com moderação”, parecem piada. O conselho vem logo após a apresentação do novo “cervejão”, contando com a presença de vários artistas, mulheres lindas, todos jovens e bonitos e com grande poder interativo na mídia.


As indústrias de bebidas alcoólicas poderiam fazer em princípio como as de cigarro: colar nas garrafas fotos dos resultados desastrosos do uso abusivo do álcool. Ou será que ninguém sabe que o uso abusivo leva a diversas doenças?


O problema do alcoolismo não é somente do dependente, é de toda a sociedade, desde o governo, as indústrias e a população em geral.


O etanol é um veneno químico, e seus efeitos tóxicos atacam diretamente os nervos e as células musculares, e o cerebelo, o que causa a falta de coordenação motora.


A partir do momento que a ingestão do etanol se torna crônica provoca disfunção mental com sintomas de dificuldades de atenção, dificuldades para absorver novos aprendizados, causa também deficiência de tiamina (vitamina B), cirrose hepática, polineuropatias, pancreatite, gastrite e também as síndromes de Wernick e Korsakoff.

Quando ajustados os fatores de risco, tabagismo e hipertensão arterial, o consumo de 30 g de álcool/dia, parece ser um fator independente de risco para aeurisma da aorta abdominal.



VOCÊ TEM PROBLEMAS COM ÁLCOOL? Responda sinceramente.


1.Você bebe sozinho quando se sente triste ou irritado?


2.As bebidas fazem você chegar tarde ao trabalho?


3.O seu hábito de beber preocupa a sua família?


4.Você alguma vez bebe após ter dito para você mesmo que não beberia?


5.Você alguma vez esqueceu o que você fez enquanto bebia?


6.Você fica com dor de cabeça ou com ressaca após ter bebido?


(ref. bibliog. "Hipnoterapia no Alcoolismo, Obesidade e Tabagismo". Dr. Marlus V. C. Ferreira).


Se você respondeu "sim" a uma ou mais questões, você talvez tenha que repensar sua atitude em relação ao álcool e procurar um profissional da área da saúde, para prestar-lhe o auxílio necessário.


Nos casos que correspondem ao um quadro leve/moderado, o tratamento deve ser ambulatorial com ou sem desintoxicação domiciliar (dependendo de cada caso). Quando o tratamento é mantido na própria residência recomenda-se ambiente calmo com pouca estimulação visual e auditiva, além de hidratação adequada.


Nos casos considerados graves a recomendação é a internação hospitalar, objetivando a desintoxicação e também proporcionar um seguro afastamento da dependência, protegendo assim a dignidade do paciente e prepará-lo para um posterior tratamento do alcoolismo.


A Hipnose apresenta bons resultados para estes tipo de problemática. Através desta técnica, é possível acessar o aspecto não consciente da mente, onde residem os hábitos que se estabeleceram no decorrer da vida de cada pessoa.



Maria Pohlod

m.pohlod@hotmail.com

quarta-feira, 16 de março de 2011

ALCOOLISMO: A DOENÇA QUE MAIS MATA NO MUNDO!

Estou dando inicio a uma série de publicações sobre este tema, a primeira é do Dr. Gutemberg. É um assunto de extrema gravidade, essa pesquisa recente traz números assustadores:

A Organização Mundial de Saúde considera o alcoolismo como a doença que mais mata no mundo. O alcoolismo é uma doença crônica e se caracteriza pela necessidade incontrolável da ingestão de álcool contido em vários tipos de bebidas tais como vinho, cerveja, a tradicional pinga (cachaça), o destacado representante escocês uísque entre outras formas de apresentação deste vilão.

O uso da bebida alcoólica em geral tem início na adolescência. O jovem cria um hábito de beber e, até que seja motivo de preocupação, é apenas considerada uma atitude normal do jovem, socialmente falando. Até que em certo momento o usuário não consegue mais parar de consumir o álcool. Na ausência do produto sofre crise de abstinência, um mal estar que o limita, totalmente, de ter alegria e impulso incontrolável de se manter sob os poderes dos efeitos do álcool.

As causas do alcoolismo podem estar ligadas à hereditariedade, onde filhos de alcoólatras podem se tornar dependentes de álcool com mais facilidade. Fatores psicológicos, como a auto-estima negativa, problemas financeiros, depressão e timidez, também podem dar início ao vício de consumir bebidas alcoólicas. Alguns fatores sociais com destaque para a facilidade de acesso a este tipo de bebida, o estilo de vida estressante e o incentivo do consumo pelos meios de comunicação, contribuem para esta doença.

O alcoolismo tem como conseqüências a perda da capacidade de julgamento, afecção na coordenação motora, prejuízo da memória, presença de tremores, confusão mental, impotência sexual, interrupção dos ciclos menstruais, alterações neurológicas, cardiológicas, inflamação do pâncreas (pancreatite), doenças hepáticas (cirrose hepática, hepatite alcoólica), entre outros prejuízos físicos e psíquicos. Convém ressaltar que na gravidez a síndrome alcoólica fetal pode causar sérios problemas ao desenvolvimento do feto.

Pode-se dizer que uma pessoa é considerada dependente do álcool quando bebe diariamente e em grandes quantidades, bebem demasiadamente todos os finais de semana, perde o controle sobre a quantidade de bebida ou sobre seu comportamento, sente necessidade irresistível em perder a sobriedade, ou seja, manter-se alcoolizada.

Quanto à prevenção do alcoolismo não há nenhum modo absoluto de se prevenir. Entretanto, o forte apoio da família, as relações sólidas com pessoas que não bebem e os amigos em geral, podem ajudar. Na realidade para qualquer tipo de vício, o que importa é nunca começar, principalmente, para os indivíduos que têm histórico de familiares portadores desta doença.

Há, atualmente, várias formas de se tratar o alcoolismo. Nos casos mais leves utilizam-se as consultas periódicas com uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, psiquiatra, assistente social entre outros. É de extrema importância o apoio da família onde a mesma, também recebe orientação para auxiliar o doente a largar o vício. Estudos mostram que este é um método eficaz em reduzir o uso do álcool dependendo da freqüência das consultas. Casos mais graves no acompanhamento do psiquiatra haverá a necessidade do uso de medicamentos, aliado ao apoio psicoterápico.

Percebe-se que o alcoolismo é um transtorno psiquiátrico com severas repercussões individuais e socioeconômicas de âmbito mundial. Os transtornos relacionados ao uso de álcool, ainda, constituem um drama para a saúde pública, pois não se tem o controle do uso inicial e não há um tratamento que garanta a cura e sim o controle de alguns casos.

O alcoolismo é uma doença e deve ser tratado. Além do tratamento médico e psicológico os dependentes de álcool devem receber apoio dos familiares, amigos, e da sociedade, para sua recuperação, que uma vez abandonando-se o preconceito e a ignorância sobre o assunto, poderão ajudar os dependentes a resgatarem a saúde e a dignidade.

by Gutemberg Correia da Silva
CRM: 52.2978-19

Doenças provocadas exclusivamente pelo alcoolismo, além da invalidez e morte precoce em decorrência do abuso de bebidas, geram um gasto público estimado em R$ 8.562.680.331,00, ao ano, conforme a pesquisa de doutorado da professora da Universidade de Brasília (UnB), Andréa Gallassi. Os homens representam 79,67% da população afetada e a faixa-etária mais acometida por problemas é dos 40 a 49 anos.

Para chegar ao montante, a professora usou dados de 2007 do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) relacionados ao total de internações, de atendimentos ambulatoriais e de registros de mortalidade hospitalar das doenças diagnosticadas como causas diretas do abuso do álcool no Brasil, como a cardiomiopatia alcoólica, gastrite alcoólica, doença alcoólica do fígado, pancreatite crônica induzida por álcool e síndrome alcoólica fetal. Clique aqui para saber mais.