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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Hipnose Clínica ou Hipnoterapia

O que é?

A hipnose pode ser definida como um estado diferenciado da consciência. Em termos simples, é um estado de profundo relaxamento no qual o consciente e o insconsciente podem ser focalizados e tornam-se mais receptivos à sugestão terapêutica. Na mente insconsciente residem lembranças, compreensões, e percepções armazenadas ao longo da nossa existência. Muitas vezes, esses registros são os responsáveis por limitar nossos comportamentos e até mesmo serem responsáveis pelo desenvolvimento de problemas emocionais e/ou fisícos. A hipnose facilita o acesso a esses conteúdos armazenados, tornando-os conscientes, mudando os comportamentos e sanando as dificuldades.

Como funciona?

A hipnose ocorre através da utilização de técnicas de relaxamento. A atuação da sugestão ocorre quando o indivíduo baixa suas reservas e inibe sua censura crítica, é isto que permite o acesso à memória, aos conteúdos até então tidos como insconscientes. O nível de relaxamento durante o processo da hipnose é aumentado de 200 a 1.000 vezes, somente este fato isolado já é considerado amplamente terapêutico.

Quais as condições físicas ou emocionais indicadas para o tratamento pela hipnose?

A busca pelo profissional adequado é determinante para o processo de avaliação, o qual deverá obter um histórico completo do indivíduo em questão, e então determinar as condições, os prós e contras do tratamento, ou seja, a hipnose é um método completamente seguro quando usada por profissionais com formação adequada.

Maria Pohlod

segunda-feira, 26 de julho de 2010

BIPOLARIDADE


    Hoje em dia é fato comum ouvir que alguém que conhecemos sofre de Transtorno Bipolar.
    Mas conviver com esta realidade não é tarefa fácil.
    Quando fiz a faculdade de Psicologia, este termo não era conhecido, o que estudamos na época chamava-se de Psicose Maníaco-Depressiva, percebia-se que o transtorno acontecia em períodos cíclicos e era recorrente.
    Hoje mudou a nomenclatura, e parece que também se tornou muito mais comum do que no passado.
    Há que se ter cuidado com precipitações tudo nesta vida obedece a bipolaridade, o humor, os sentimentos também sofrem oscilações e isto é perfeitamente normal.
    Para se ter um diagnóstico mais preciso é necessário uma observação apurada, procurar ter como parâmetro de comparação a vida social de cada pessoa em questão é uma atitude de bom senso.
    Quando uma queixa torna-se grave a ponto de trazer algum tipo de prejuízo na convivência dentro da sociedade, merece e deve ser melhor tratada, e também mais esclarecida principalmente aos familiares.
    No caso do Transtorno Bipolar - As oscilações de humor acontecem entre a euforia e a depressão, as mudanças são cíclicas (períodos recorrentes), podem parecer como alegrias e tristezas, ou até mudanças muito mais acentuadas no comportamento, com atitudes agressivas (verbal ou física), manias, mau-humor, desespero, depressão (apatia, desejo de morrer), e alguns períodos de estabilidade emocional.
    É importante uma avaliação psiquiátrica, com observação da história pregressa do paciente e também da familia.
    É necessário um período de atendimento para acompanhamento do comportamento. Salvo os casos de surto bipolar, quando o paciente esta em crise.
    O ideal é que este diagnóstico seja feito antes do primeiro surto, ao constatar as queixas de depressão atípica, muito sono, ganho de peso, falta de energia, apatia, idéias delirantes de grandeza, megalomania, compulsão ao gastar,comportamento impulsivo e por vezes agressivo, sexualidade aumentada, fala sem parar, fuga de idéias (mudança de assuntos), taquipsiquismo (pensamentos excessivos e muito rápidos), agitação motora, fala exagerada e excesso de gesticulação, discurso de irritabilidade constante e histórico familiar.
    Estes sintomas devem ter sido observados e constatados por no minímo duas semanas para confirmação da bipolaridade.
    Ainda não se tem informação precisa sobre a origem destes transtornos, o que se sabe é que fatores genéticos, e o ambiente de convívio contribuem para o acontecimento.
    A Organização Mundial de Saúde informa que em torno de 10% da população sofre com o Transtorno Bipolar.
    Existem várias formas de tratamento, mas é sempre necessária uma avaliação com profissional, e posterior acompanhamento terapêutico.
    Não deixe que este transtorno cause maiores sofrimentos, se você conhece alguém com estes síntomas, lembre que isto não é voluntário, procure prestar atenção e ofereça auxílio, o carinho a atenção sempre podem ser um bom caminho para a solução dos problemas.
    Não gosto de diagnósticos determinantes e fatalistas, creio na evolução e na capacidade infinita do ser humano, de buscar e encontrar soluções para seus problemas. Acredito na cura, e sei que todos somos capazes de encontrá-la, precisamos em primeiro lugar acreditar em nós mesmos, e buscar profissionais que sejam capazes de ter esta capacidade de devolver a auto-confiança e a crença em si mesmo.

    Grande abraço
    Maria

segunda-feira, 29 de março de 2010

DIFERENÇA X COERÊNCIA

Venho buscando em minha vida, uma maneira cada vez mais pacífica de viver, confesso que é um exercício diário, e que não é a coisa mais fácil deste mundo.

Quando olho para dentro de mim, e percebo que lá dentro coabitam, mesmo que eu não queira, diversas pessoas, percebo o quão árdua é a tarefa que me proponho : respeitar o outro!

Diferente não é melhor, não é pior, não é igual! Diferente de mim, diferente do que estou acostumada, e ai é que a coisa pega! Aceitar o diferente.Todos nós seres intelectualizados, inteligentes, perspicazes, acreditamos piamente que respeitamos os que são diferentes de nós, afinal é isto que se prega, é o que se diz ser politicamente correto!

Ai de nós, pobres seres humanos, tão iguais em composição, tão iguais em essência, e tão diferentes nos conteúdos, colecionamos em nossa bagagem, valores culturais, padrões antigos, heranças genéticas, conteúdos arraigados em nossa memória, tudo ali dentro da nossa bagagem!

Ao ver alguém impecavelmente trajado, na moda, perfumado, meu sensor interno já procura identificar a tal figura como alguém de bem, alguém confiável, se ao contrário meus olhos se deparam com alguém com roupas inadequadas para aquilo que moda atual determina, cabelos sem chapinha, chinelão, alguém assim totalmente à vontade, meu sensor de qualidade acende o alerta, e detecta “este não é do meu time...então, não preciso agradar, estou ocupada demais para “dar” minha preciosa atenção"!

Se for alguém maltrapilho, despenteado, com aparência não muito asseada, aí nem se fala, todos os meus sensores ficam alertas, acendo logo o sinal vermelho, e mantenho uma distância que ao menos me faça sentir mais segura, “este realmente, não faz parte do meu time...vou dispensar logo, antes que me arrependa...”

Isto me fez lembrar quando na infância da minha filha, na tentativa de prevení-la para não se aproximar de estranhos, dizia: nunca fale com quem você não conhece, não aceite presentes, balas, doces, sorvetes, porque o cara pode ser um “tarado”, afinal eu uma mãe instruída, e moderna, não queria cair no mesmo chavão comum, “cuidado, não fique na rua que o homem do saco pega criancinhas....” Um dia minha filha me perguntou: “Mãe, como é a cara de um tarado?”, fiquei pensando que seria mais fácil ter dito para ela ter cuidado com o homem do saco....

Os tarados não têm cara de tarados, os ladrões e os bandidos nem sempre aparentam cara de malvados, e estamos sempre julgando o outro por sua aparência, por sua capacidade intelectual, por sua classe social, ou trocando em miúdos, por que o outro ousa ser diferente!

Como disse no início, estou buscando compreender e respeitar as diferenças, e percebo que o discurso é fácil! Já a prática...quanta diferença!

Somos todos iguais perante a Natureza Divina. Quero um dia realmente vivenciar esta máxima!

sexta-feira, 5 de março de 2010

UM SONHO REALIZADO!

Todos os seres humanos são capazes de sonhar. No percurso de minha caminhada até aqui, tive muitos sonhos. Alguns descartei pelo caminho, outros foram substituídos, e outros foram adiados em consequência de acontecimentos alheios à minha vontade.

Vivenciei alguns momentos que me fizeram duvidar da possibilidade de realizar sonhos que acalentava há muitos anos. Alguns acabei relegando a um segundo plano, por conta da minha incapacidade momentânea de vislumbrar dias melhores, por conta da minha passividade diante da vida. Será que eu estava deprimida e não sabia? Talvez seja essa a resposta.

Enfim, isso não vem ao caso agora. Tenho uma maneira peculiar de ver a vida, e espero que Deus continue me dando força e coragem para pensar assim enquanto viver: os problemas sempre me estimulam, de uma forma ou de outra, a vencê-los como desafios. Tenho um tempo (particular) de processar as coisas, e venho aprendendo a respeitar isto para o meu próprio benefício e de outros também, já que tudo acaba sendo, ação e reação.

O sonho de morar na minha própria casa parecia algo impossível de acontecer. Passei por situações difíceis, constrangedoras e complicadas nesse quesito nos últimos anos. Eu e minha família tivemos que sair às pressas de casas em que moramos. Tivemos que juntar nossas coisas como se tudo que temos coubesse dentro de uma mala, e sair correndo para cumprir com a nossa palavra, para respeitar a vontade do proprietário, para evitar problemas maiores. Cada vez que algo assim me acontecia eu pensava: quero ter minha casa, para ficar nela pelo tempo que quiser, sem depender de um locador que vende seu imóvel, que resolve colocar um parente para morar nele etc.

Meu filho, num de seus devaneios me perguntou: "Quando tivermos nossa casa vou poder pintar a parede do meu quarto da cor que eu quiser? Pode ser da cor preta?" Ainda bem que ele já mudou de idéia, mas entendi o sentido do radicalismo, do tipo "posso fazer realmente o que eu quiser?"... Desde que nasceu, ele nunca teve a oportunidade de vivenciar algo semelhante.

Foram vários os dissabores vividos. Morar longe, em um lugar que nunca me agradou totalmente, pagar um valor razoável de aluguel, gastar um tempo considerável para chegar ao trabalho. Decidi então acreditar no Programa Minha Casa, Minha Vida. Procurando uma casa, fui visitar um condomínio em Campina Grande do Sul, uma cidadezinha na região metropolitana de Curitiba, por indicação de amigos nossos e por insistência do meu filho. Fizemos o pagamento da taxa de reserva e aguardamos por cerca de 6 meses os trâmites legais para a aprovação do financiamento pela Caixa.

Ontem, com grande emoção, recebi a notícia da minha filha: amanhã receberemos a chave.

Estou radiante com essa conquista! Ela representa um recomeço e prova que nunca é tarde para acreditar e seguir em frente. Olhar além das dificuldades, ter paciência e ser tolerante são ingredientes importantíssimos para o sucesso dos nossos empreendimentos.

Agora já posso colocar em pauta os outros sonhos, que não joguei fora, somente guardei dentro do meu baú, para retirá-los no tempo adequado.

Sou grata aos meus filhos, minha filhota sempre me estimulando, me apoiando. E meu filho, meu parceiro na luta, me acompanha e me dá forças para seguir sempre em frente!

São lindos e maravilhosos esses espíritos que a Bondade Divina me emprestou para cuidar e zelar por suas vidas!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

MEUS VOTOS DE FELIZ NATAL E ANO NOVO!

QUERO PLANTAR NOVA SEMENTE DE AMOR, PARA PODER COLHER SEUS FRUTOS HOJE AMANHÃ E SEMPRE.

QUERO REPOUSAR NO REGAÇO DA ESPERANÇA E ME DEIXAR EMBALAR POR SUAVES CANÇÕES DE NINAR, COMO CRIANÇA FELIZ NO COLO DA MÃE, SONHAR COM DIAS MELHORES!

QUERO TRAÇAR MEU RUMO, MAS SEM DESVIAR DO CAMINHO RETO E CERTO, ONDE ENCONTREI MEU PORTO SEGURO, E SEI QUE POSSO ATRACAR MEUS ANSEIOS, E VISLUMBRAR NOVOS IDEAIS.

QUERO TER UM LEMA ESCOTEIRO NA MINHA MENTE E ESTAR SEMPRE ALERTA E PRONTO! PRONTA PARA SERVIR, SER SOLIDÁRIA, OUVIR, DAR ATENÇÃO, CARINHO E AMOR A QUEM NECESSITAR.

QUERO ABRAÇAR MEUS FILHOS , AMIGOS E IRMÃOS, COMO QUEM ABRAÇA ALGUÉM MOVIDO PELA SAUDADE DE MUITO TEMPO!

QUERO SER UM SER HUMANO CADA VEZ MAIS HUMANIZADO, RESPEITANDO AS DIFERENÇAS, AS CRENÇAS, OS VALORES, E A CAMINHADA DE CADA UM!

QUE DEUS ME DÊ MAIS LUZ EM MINHA CONCIÊNCIA, MAIS PAZ PARA A MINHA PACIÊNCIA, E MAIS AMOR PARA MEU VIVER!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO! SER FELIZ É OU NÃO UMA OPÇÃO?

Felicidade, algo que nos faz sentir mais completos. Será um conceito? Será utopia? Tantos significados, tantas definições...

Penso que é um conceito individual. Para muitos, “ser e ter” acabam se confundindo. Vivemos numa sociedade capitalista, em que a mídia tenta nos passar incansavelmente a ideia de que seremos mais felizes se tivermos o novo modelo de carro, se vestirmos sempre roupas modernas, de marca, e esse consumismo nos desgasta no dia a dia.

Quando paramos para pensar sobre a vida, às vezes tarde demais, nos damos conta de que trabalhamos de sol a sol para satisfazer desejos de consumo. Passamos o tempo de uma vida envolvidos com a ilusão de sermos felizes com a aquisição de coisas. Acabamos nos tornando escravos do mundo consumista e entrando num círculo vicioso. Cada vez fica mais difícil escapar dessa cilada. Algumas pessoas se perdem nesse mundo ilusório e, por conta disso, sofrem diversos tipos de dificuldades, várias compulsões, depressão e tantos outros distúrbios.

Esse sentimento, na verdade, como tantos outros subjetivos, são difíceis de avaliar. Existem momentos em nossa vida de que jamais esqueceremos. Momentos de rara beleza: ver o sol nascer em companhia de quem se ama, ver o brilho nos olhos de um filho, o som do gargalhar de uma criança, o canto suave de um pássaro buscando acasalamento, sentar na beira da praia e simplesmente admirar o movimento das ondas mirando o horizonte, deitar numa rede debaixo de uma árvore aproveitando o frescor da sua sombra, saborear uma fruta madura no quintal da vovó, sentir o aroma do tempero se espalhando pela casa na hora do almoço, cozinhar para quem você ama, deixando-se levar pela alquimia das misturas dos condimentos, produzir uma obra de arte... Enfim, poderia enumerar milhares de exemplos. E todos eles fáceis e simples de realizar.

Conheço pessoas abastadas que ainda não conhecem a felicidade. Conheço pessoas que vivem com parcos recursos e são felizes. Pessoas que conseguiram superar grandes dificuldades, que ultrapassaram grandes obstáculos e se tornaram mais sábias e se consideram felizes, e outras que sofrem por mínimas dificuldades.

Costumo usar o seguinte exemplo: quando você se produz e sai para o trabalho, e andando na calçada pisa sobre uma pedra solta, depois da chuva, a lama respinga sobre a roupa limpinha e cheirosa, o que fazer? Existem aqueles que buscam uma solução, e seguem em frente, e outros que continuam pisando sobre “a tal pedra” durante alguns meses, ou o ano todo, lembrando, se irritando novamente, praguejando. Então, parece que os problemas tomam a dimensão que nós determinamos.

Por minha conta e risco ousei mudar um chavão conhecido: "a felicidade não existe, o que existe são momentos felizes!"

Penso que sou feliz sempre, embora tenha momentos infelizes!

Faça sua opção "Seja feliz hoje e sempre"!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ESCOLHAS!

A vida é uma seqüência de escolhas. Tudo o que vivenciamos é conseqüência do que escolhemos anteriormente. Ouço com muita freqüência que um determinado fato que envolve outras pessoas foi o que marcou definitivamente a vida delas. Não consigo acreditar nisto. Penso que o que acontece comigo não pode ser responsabilidade de mais ninguém.


Por exemplo, meu pai desencarnou quando eu tinha 04 anos de idade. É claro que isso não foi escolha minha e é obvio que este fato determinou grandes mudanças na vida de meus familiares. Minha família era composta pelos meus pais, meu irmão mais velho, duas irmãs e eu, a mais nova, "a raspa do tacho".


Minha mãe, uma mulher guerreira, ousada para a época, domadora de cavalos "xucros", dona de grande criatividade e de uma garra impressionante. Não temia quase nada. Ainda assim, sentia-se apoiada pelo marido e, quando ele se foi, sentiu-se sem chão. Afinal quem cuidava e sabia lidar com as finanças era meu pai. Uma semana depois da passagem do marido, contando somente com sua fé e coragem, minha mãe pediu a Deus uma mensagem, um sinal, e teve um sonho em que meu pai passou todas as coordenadas, dizendo que ela deveria fazer uma lista com as prioridades e atitudes que deveria tomar.


Vender os cavalos para tal pessoa, receber uma dívida de outra, e assim por diante. Depois de resolver essas questões, ela deveria entrar em contato com um irmão de Curitiba e pedir para construir uma casa com o dinheiro arrecadado com a venda dos bens que possuíamos. Por fim, deveria falar com outra pessoa conhecida que não lembro mais o nome, que arrumou o caminhão de mudança. E assim foi... Ela fez sua escolha.


Lembro-me da viagem muito longa e cansativa, eu junto com a minha mãe na cabine do caminhão, vindo de Irati para Curitiba. O esforço imenso da minha mãe para dar conta de tudo sozinha, das minhas irmãs tendo que sair para trabalhar desde cedo, do meu irmão morando fora para poder estudar e trabalhar, da minha infância correndo pelos campos, das brincadeiras após a chuva, eu e minha amiga (que conservo até hoje), pescando girinos nas poças, fazendo bolinhas de argila, caçando grilos e borboletas... Foi um tempo muito bom, apesar de todas as dificuldades.


Minha mãe se foi quando eu tinha 25 anos. Ela era meu porto seguro, quando lembro daquele fatídico ano, apaziguo minha alma, pensando "que bom que as coisas nunca se repetem", e que todos os dias são diferentes, nada é igual. Levei algum tempo para me situar e retomar o rumo, fiquei somente eu e minha filha, que na época tinha um ano de idade.


A orfandade não é uma situação fácil de encarar, mas ela pode ser considerada como um período de grandes aprendizados, justamente por só termos nós mesmos com quem contar. Não tem mais o colo aconchegante, o apoio incondicional da casa paterna etc.


Enfim, eu decidi escolher ser dona de mim mesma. Escolhi cuidar da minha vida e seguir adiante, aprendendo passo a passo. Cometi erros e também acertos, mas tudo me serviu de aprendizado. Quando digo que tudo - mas realmente tudo - é escolha, é dessa forma que vejo e que vivo. A partir das minhas próprias escolhas é que traço meu caminho.


Costumo dizer que justificativa para se lamentar e cometer erros todo ser humano tem, e sempre terá. É muito mais fácil responsabilizar os outros. Aliás, conheço um tanto de pessoas especialistas em se justificar o tempo todo, e encontrar "culpados" ao seu redor: sou assim porque nunca recebi carinho dos meus pais, porque minha mãe me abandonou, porque meu pai tinha uma amante, porque me superprotegeu, ou ainda não sou rico, porque a empresa não me valoriza, o governo, o país, o sistema etc.


Na verdade, enquanto nos preocupamos em encontrar responsáveis à nossa volta, não conseguiremos encontrar subsídios pessoais para sair de qualquer tipo de situação desagradável.
Portanto, faça suas escolhas com consciência. E se não for possível ter plena consciência, ainda assim continue fazendo suas escolhas. Acredite: não escolher nada também é uma escolha!